Em estudo histórico é possível detectar que a atividade de eventos acompanha a própria evolução da humanidade, quebrando paradigmas, paradoxos e arquétipos.

No processo organizacional do período paleolítico – entre 200.000 a 40.000 a.C, os homens organizados em núcleos sociais começaram a desenvolver a retórica das festas de confraternização, em que celebravam a vitória da caça de grandes animais, compartilhando o alimento com outras tribos não hostis dos arredores. Eram eventos que, claro, não apresentavam aprofundamento técnico. Ao contrário, o formato instintivo dominava todo o sistema.

Esse comportamento reinou até o momento da cisão com o expertise daqueles que acumularam vivência como mentores criativos e gestores de toda a logística dos eventos em diversos momentos no Antigo Egito, Grécia e Roma Antiga, um panorama que ganha um contingente ainda maior de adeptos a partir da realização das feiras comerciais na Idade Média, que se disseminaram pela Europa e Ásia.

No início do século XIX, em plena ascensão da economia industrial, o segmento de eventos ganha maior projeção com as novas necessidades mercadológicas e facilidades operacionais e tecnológicas. Os especialistas no assunto começam a ser firmar na sociedade, porém, ainda de forma empírica.

Os profissionais de áreas como comunicação, administração, marketing, turismo e hotelaria – fontes multidisciplinares da atividade de eventos – formaram o perfil do OPC – Organizador Profissional de Eventos. Mas somente na década de 90, o mercado se conscientizou da latente prerrogativa de criar cursos específicos, visando atender ao boom da atividade. Hoje, há inúmeras opções de cursos, além de projetos de pesquisa acadêmica e a oferta de disciplinas específicas em cursos de graduação.
Tal comportamento do mercado é resultante da elevada exigência profissional do setor, em decadência do amadorismo, tendo em vista a sua relevância na economia nacional e mesmo mundial.

Nesse saber que atualmente rege o mercado de eventos, os profissionais não só apresentam a competência da vivência, mas um somatório de habilidades que incluem o ingresso ou até mesmo o retorno às salas de aulas.

O aprendizado coletivo ganha ares de benchmarking individual, estimulando a troca de experiências, marketing de relacionamentos e identificação de novas parcerias. E essa relação não fica restrita ao contato professor e aluno, mas também entre os colegas, que são disseminadores de técnicas e know-how.

Todos os profissionais de eventos deveriam investir em seu aperfeiçoamento e integrar-se a um grupo que busca no acúmulo do saber, uma ferramenta de maior segurança para o sucesso de seus projetos. Afinal, quanto mais sabemos, mais temos consciência de que quase nada sabemos diante da gama de conhecimentos que nos espera.

E, quando falamos em eventos, essa gama torna-se um universo ilimitado a ser explorado e conquistado.

E é com muito orgulho que tenho esse princípio desenvolvido por minha empresa, a Mestres da Hospitalidade e agora também no desenvolvimento da Educação Continuada no Club Hosted Buyers.

Por isso só não se capacita quem não quer… pois excelentes oportunidades estão aí no mercado!

Contem conosco!

Andréa Nakane